Ficha de Emergência: Qual a Diferença entre a Ficha Vermelha e a Verde? | TW Transportes

30 de novembro de 2021

Ficha de Emergência: Qual a Diferença entre a Ficha Vermelha e a Verde?

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No transporte de produtos químicos, uma Ficha de Emergência pode ser Verde ou Vermelha. Conheça aqui a diferença entre os dois casos.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), um trabalhador morre a cada 30 segundos devido à exposição a produtos químicos. Para preservar o meio ambiente e garantir mais segurança às pessoas, é necessário que as empresas que lidam com a armazenagem de defensivos e que transportam esses elementos sigam com todas exigências. Quer saber o que é Ficha de Emergência e como ela deve ser preenchida?

Veja, neste post, qual é a diferença entre a ficha vermelha e a ficha verde na logística de defensivos agrícolas e quais são os resíduos que fazem parte dos produtos perigosos e não perigosos. 

Confira!

Ficha de Emergência: qual a diferença entre a ficha vermelha e verde?

Ficha de emergência: o que é? 

A Ficha de Emergência é um formulário obrigatório para as empresas que realizam o transporte de resíduos e produtos perigosos. Deve ser guardada dentro do Envelope para o transporte, conforme padrão estabelecido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 

Esse documento é indispensável no transporte de químicos porque, caso ocorra um acidente, é a Ficha de Emergência que servirá de orientação ao motorista ou às equipes de socorro para lidar com os produtos. 

Se um caminhão com carregamento de produtos químicos tombar em uma rodovia, por exemplo, o motorista e as autoridades poderão consultar a Ficha de Emergência para saber como proceder em relação à substância.

Existem dois tipos de Ficha de Emergência: a Ficha de Emergência de Resíduos Perigosos (de coloração vermelha) e a Ficha de Emergência de Resíduos não Perigosos (de coloração verde).

Ficha de emergência Vermelha (Resíduos Perigosos)

A Ficha de Emergência tem como finalidade minimizar os danos e os efeitos causados pelos acidentes envolvendo químicos. Quando esses produtos forem categorizados como resíduos perigosos, a empresa deverá utilizar a ficha vermelha para preencher as informações.

Segundo a Resolução Nº 5.232, de 14 de dezembro de 2016, são considerados resíduos perigoso:

  • Produtos que possuem a capacidade de causar danos às pessoas, aos bens e ao meio ambiente;
  • Agentes químico, biológicos ou radioativos, que tem a propriedade de provocar algum tipo de dano às pessoas, aos bens ou ao meio ambiente;
  • Qualquer substância que possui risco de causar danos severos à saúde humana;
  • Substâncias ou mistura de substâncias que, em razão de suas propriedades químicas, físicas ou toxicológicas, isoladas ou combinadas, constitui um perigo;
  • Todo material sólido, líquido e gasoso, que seja tóxico, radioativo, corrosivo, quimicamente reativo ou instável, durante estocagem prolongada em quantidade que represente uma ameaça à vida, à propriedade ou ao ambiente.

De acordo com a Resolução Nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, os produtos perigosos estão divididos em 9 classes, sendo elas: 

Classe 1 – Explosivos 

  • Substâncias e artigos com risco de explosão em massa 
  • Substâncias e artigos com risco de projeção, mas sem risco de explosão em massa
  • Substâncias e artigos com risco de fogo e com pequeno risco de explosão ou de projeção, ou ambos, mas sem risco de explosão em massa
  • Substâncias e artigos que não apresentam risco significativo
  • Substâncias muito insensíveis, com risco de explosão em massa
  • Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa

  Classe 2 – Gases 

  • Gases inflamáveis 
  • Gases não-inflamáveis, não-tóxicos
  • Gases tóxicos 

Classe 3 – Líquidos Inflamáveis

Classe 4 – Sólidos inflamáveis 

  • Sólidos inflamáveis, substâncias auto-reagentes e explosivos sólidos insensibilizados 
  • Substâncias sujeitas à combustão espontânea
  • Substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis

Classe 5 - Substâncias oxidantes e produtos orgânicos 

  • Substâncias oxidantes 
  • Peróxidos orgânicos 

Classe 6 – Substâncias tóxicas e Substâncias infectantes

  • Substâncias tóxicas 
  • Substâncias infectantes 

Classe 7 – Material radioativo

Classe 8 – Substâncias corrosivas

Classe 9 – Substâncias e artigos perigosos diversos 

Quanto ao preenchimento da Ficha de Emergência de Resíduos Perigosos, a área “A” deve conter:

  • O título “FICHA DE EMERGÊNCIA”
  • A identificação do expedidor, tanto para produtos nacionais quanto para importados;
  • Os títulos: “Número de risco”; “Número da ONU” ou “Número ONU”; “Classe ou subclasse de risco” e “Descrição da classe ou subclasse de risco”, devendo os mesmos ser preenchidos;
  • O título: “Nome apropriado para o embarque”.

Já a área “B” deve ser preenchida com a descrição do estado físico do produto, podendo-se citar cor e odor. A área “C” deve ser mencionados, única e exclusivamente, os equipamentos de proteção individual para quem vai atender a emergência.

A área “C”, de título RISCOS, será destinada à descrição dos riscos que o produto apresenta em relação ao fogo, à saúde e meio ambiente. A área “D” é destinada ao título “EM CASO DE ACIDENTE e a área “F” é reservada às providências a serem tomadas em caso de acidente. 

Também deve ser mencionada informações ao médico (correspondente ao tratamento ao paciente e, quando recomendado, os antídotos e contra-indicações) e instruções ao motorista. 

Ficha de emergência Verde (Resíduos Não Perigosos)

Diferente do modelo acima, a Ficha de Emergência para Resíduos Não Perigosos não é uma obrigatoriedade. Porém, essa pode tornar-se uma boa prática adotada pela empresa. 

Também pode ser elaborada para instruir o motorista e as equipes uma vez que os resíduos apresentam algum risco à saúde humana e podem ocasionar danos ao meio ambiente como, por exemplo, prejudicar a qualidade do ar, água e solo.

Veja agora quais resíduos não entram na classificação de produtos perigosos de acordo com a NBR 10004/04 da Associação Brasileira de Normas Técnicas:

Resíduos não Perigosos não Inertes (Classe II A)

Estes resíduos não se apresentam como inflamáveis, corrosivos, tóxicos, patogênicos e nem possuem tendência a sofrer uma reação química brusca. Não inertes podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. 

Resíduos não Perigosos Inertes (Classe II B)

Os resíduos deste grupo não apresentam características de periculosidade vistas na classe I. Eles se mostram indiferentes ao contato com água destilada ou quando expostos à temperatura média dos locais onde foram produzidos. Não apresentam solubilidade ou combustibilidade para tirar a boa potabilidade da água. 

Quanto ao preenchimento da Ficha de Emergência de Resíduos Não Perigosos, a área “A” deve conter:

  • O título “FICHA DE EMERGÊNCIA”
  • A identificação do expedidor, tanto para produtos nacionais quanto para importados;
  • O título: “Produto não enquadrado na portaria em vigor sobre transporte de produtos perigosos”
  • O título: “Nome apropriado para o embarque”.

A área “B” deve ser preenchida com o aspecto do produto e a área “C” devem ser mencionados, única e exclusivamente, os equipamentos de proteção individual para quem vai atender a emergência.

A área “C”, de título RISCOS, será destinada à descrição dos riscos que o produto apresenta em relação ao fogo, à saúde e meio ambiente. A área “D” é destinada ao título “EM CASO DE ACIDENTE e a área “F” é reservada às providências a serem tomadas em caso de acidente. 

Também devem ser mencionadas as informações ao médico (correspondente ao tratamento ao paciente e, quando recomendado, os antídotos e contra-indicações) e instruções ao motorista. 

Gostou do tema? Está em dúvida sobre como funciona o transporte de químicos ou não sabe como é feita a logística de defensivos agrícolas? Então clique e entre em contato com um dos especialistas da TW para ajudá-lo. Ou, se preferir, continue lendo o nosso blog para ficar por dentro de todas as informações!

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